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janeiro 06, 2005
Sismo: UE pode desbloquear mais 200 milhões
Sismo: UE pode desbloquear mais 200 milhões
Josep Borrell diz que é necessária a concordância das três instituições comunitárias
O presidente do Parlamento Europeu, Josep Borrell, afirmou hoje que a União Europeia (UE) pode desbloquear nos próximos dias uma ajuda suplementar de 200 milhões de euros aos países afectados pelos maremotos de 26 de Dezembro.
Para que essa verba seja disponibilizada é preciso, segundo Borrell, a concordância das três instituições comunitárias - Conselho, Comissão e Parlamento -, uma vez que será retirada da reserva do orçamento comunitário não destinada à ajuda humanitária.
Mas a concessão dessa ajuda, que se juntaria aos 436 milhões de euros já aprovados pela UE, "implica a desvinculação de compromissos assumidos no passado", segundo Borrell.
A presidência luxemburguesa convocou para sexta-feira à tarde um conselho extraordinário de ministros dos Negócios Estrangeiros para discutir a resposta a crise no sudeste asiático, alargando a reunião inicialmente prevista de ministros da Cooperação e Desenvolvimento e de ministros da Saúde dos 25.
Portugal estará representado pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Henrique Freitas, na reunião, presidida pelo chefe da diplomacia do Luxemburgo, Jean Asselborn.
Nas declarações que fez hoje, o presidente do Parlamento Europeu apoiou por outro lado a ideia, avançada pela comissária austríaca Benita Ferrero-Waldner, de criar um corpo de especialistas europeus para responder a situações de emergência como a do sudeste asiático.
"É uma ideia que não se compreende como é que não foi desenvolvida antes", disse Borrell, que hoje participou na homenagem às vítimas do desastre realizada em Bruxelas, em frente da sede da Comissão Europeia.
Segundo explicou, o Parlamento Europeu "quer associar-se à enorme solidariedade manifestada por todos os cidadãos da Europa" e "reforçar esse sentimento de unidade (dos cidadãos europeus) como uma força capaz de agir em qualquer parte do mundo e de reforçar o compromisso europeu para com o desenvolvimento dos países emergentes".
Para Borrell, "podem enterrar-se os mortos e ajudar os vivos a subsistirem mais uns dias, mas reconstruir os países (afectados) e ajudá-los a desenvolverem-se de forma a poderem prevenir no futuro este tipo de catástrofe é uma tarefa que não se vai resolver num ano nem em dois".
"Espero que o que aconteceu contribua para nos consciencializar do enorme fosso que separa o nosso nível de bem-estar do desses países", disse.
Publicado por esta às janeiro 6, 2005 11:51 AM