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janeiro 06, 2005
Europa em silêncio em memória das vítimas na Ásia
Europa em silêncio em memória das vítimas na Ásia
Bandeiras a meia haste, transportes parados. As fotos de milhões em luto
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Portugal, Reino Unido, França, Itália, Bélgica e outros países da União Europeia observaram esta quarta-feira três minutos de silêncio em homenagem às vítimas do maremoto no Sudeste Asiático.
Às 12 horas, quando soou o relógio da torre do Big Ben, no Parlamento de Westminter, em Londres, nas ruas da capital inglesa, nas estações de metro, nos locais de trabalho e até na Bolsa de Valores os cidadãos interromperam as suas actividades.
Em França, com o Presidente Jacques Chirac à cabeça, os três minutos de silêncio foram observados no Eliseu, onde as bandeiras estão a meia haste, assim como nos outros edifícios públicos, em homenagem às vítimas do maremoto no Sudeste Asiático.
Antes, Chirac, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Michel Barnier, e o ministro da Saúde, Philipper Douste-Blazy (recém-regressado do Sri Lanka) tiveram uma reunião no Eliseu sobre a ajuda às vítimas do maremoto.
Barnier deslocou-se à Embaixada da Indonésia em Paris para observar os três minutos de silêncio, enquanto que o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Renaud Muselier, esteve na Embaixada da Tailândia.
Em Itália, as bandeiras de todos os edifícios oficiais italianos estão hoje a meia haste em sinal de luto. Em todos os organismos públicos foram observados os três minutos de silêncio solicitados pela UE.
Às 12:00 locais, o Presidente italiano, Carlo Azeglio Ciampi, interrompeu a visita privada ao Museu napolitano de Capodimento para observar os três minutos de silêncio.
O luto pela tragédia asiática «afecta os cinco continentes», disse no final à imprensa.
As programações das televisões italianas foram modificadas: ou optaram por deixar o ecrã em negro, apenas com uma mensagem solidária, ou mostraram imagens da catástrofe, sem som.
O Vaticano também se uniu à iniciativa da UE e o Papa permaneceu até ao meio-dia na Sala Paulo II. No final, João Paulo II voltou a exprimir a sua dor pela tragédia no Sudeste Asiático e convidou os crentes a rezarem pelas vítimas.
Na Bélgica, trabalhadores, os meios de transporte e as comunicações pararam as 12:00 locais durante três minutos e as bandeiras dos edifícios públicos foram colocadas a meia haste.
Os três minutos de silêncio em memória das vítimas do maremoto na Ásia tiveram às 12:00 de hoje pouca adesão no Rossio, centro de Lisboa, com alguns cidadãos a alegarem que desconheciam a iniciativa.
A interrupção da música que saía de um altifalante colocado na Baixa pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) identificou o início desta acção de solidariedade dos portugueses, marcada para as 12:00, à semelhança do que hoje fizeram outros cidadãos europeus.
«Parámos a música e durante os três minutos estivemos em silêncio por respeito», o que foi fácil por não estarem clientes na loja, disse à Lusa um dos funcionários.
Segundo Gustavo Silva, a confusão sobre a hora da acção de solidariedade (que em alguns países europeus foi às 11:00 de Lisboa) terá levado muitas pessoas a não participar.
Na maioria dos países europeus a iniciativa realizou-se às 12:00 horas de Bruxelas (11:00 GMT e em Lisboa), tendo milhões de pessoas guardado os três minutos de silêncio em cidades como Madrid, Paris, Bruxelas ou Berlim.
O Governo português e a Assembleia da República associaram-se à iniciativa mas marcando-a para as 12:00, uma vez que o apelo à adesão à iniciativa lançado pela União Europeia referia o meio-dia (hora local em cada país) como o momento para proceder à mesma.
Publicado por esta às janeiro 6, 2005 11:50 AM