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janeiro 06, 2005
EUA: Bush saúda ideia de Blair
EUA: Bush saúda ideia de Blair
Tony Blair tem o projecto de realizar uma conferência com os dirigentes palestinianos sobre paz no Médio-Oriente
O presidente norte-americano, George W. Bush, saudou hoje um projecto do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, de realizar uma conferência com os dirigentes palestinianos, declarando-se optimista quanto às hipóteses de alcançar a paz entre Israel e os palestinianos.
"Aprecio o facto de o primeiro-ministro Tony Blair estar disposto a ajudar no processo" de paz, "realizando uma conferência com os palestinianos que contribuirá para a criação de um Estado", declarou Bush, em conferência de imprensa na Casa Branca.
Tony Blair é esperado terça-feira numa dupla visita a Israel e aos territórios palestinianos, a primeira do género de um chefe de governo estrangeiro desde o início da segunda Intifada, a 28 de Setembro de 2000.
Blair, que tem a intenção de organizar uma conferência sobre o Médio Oriente, em Londres, em Janeiro ou Fevereiro de 2005, repetiu nos últimos meses que faria da paz no Médio Oriente sua "prioridade pessoal".
"Se o mundo livre concentrar os seus esforços para ajudar os palestinianos a desenvolver um Estado e se existir uma indicação para aceitar tal ajuda, é possível alcançar a paz", sublinhou George W.Bush.
Segundo o presidente norte-americano, "chegou a altura de avançar no processo" de paz.
"Sou realista quanto às hipóteses de alcançar a paz. É claro no meu espírito que a paz só será realmente obtida com a criação de um Estado verdadeiramente democrático nos territórios palestinianos", acrescentou.
No último encontro dos dirigentes norte-americano e britânico, em Novembro, nos Estados Unidos, George W. Bush mostrou ter reservas em relação à ideia de uma conferência internacional para relançar as negociações no Médio Oriente.
Na conferência de imprensa de hoje, Bush declarou igualmente esperar que a Síria e o Irão se abstenham de qualquer ingerência no Iraque e indicou que utilizará "todos os instrumentos diplomáticos" e de "pressão económica" para reforçar tal mensagem, se necessário.
Inquirido sobre informações que dão conta da infiltração no Iraque de agentes procedentes da Síria e do Irão, Bush afirmou que discutiu com os generais norte-americanos no terreno a eventual presença na Síria de elementos leais ao ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.
"A minha posição é que se nos interrogamos sobre a sua presença lá, é necessário trabalhar com o governo sírio para o impedir de enviar dinheiro ou apoiar de qualquer forma que seja" a insurreição no Iraque, disse Bush.
"Enviámos mensagens (nesse sentido) aos sírios no passado, e continuaremos a fazê-lo. Temos instrumentos à nossa disposição (Ó), que vão dos instrumentos diplomáticos à pressão económica. Nada está excluído", acrescentou.
"Quando disse, outro dia, que espero que esses países respeitem o processo político no Iraque sem se ingerirem, estava a falar a sério. E espero que esses governos me tenham escutado", sublinhou.
O presidente norte-americano indicou, por outro lado, que continuará a privilegiar a via diplomática, através de negociações multilaterais, para convencer o Irão e a Coreia do Norte a abandonarem os respectivos programas nucleares.
"Sou a favor da continuação das negociações a seis com a Coreia do Norte para convencer Kim Jong-Il a renunciar ao seu programa de armamento", declarou Bush.
"Ainda em relação à situação iraniana, confio nas outras partes para enviar uma mensagem indicando que queremos" que eles abandonem as suas ambições nucleares", acrescentou, fazendo implicitamente referência aos esforços da União Europeia.
"Pedimos-lhe que escutem" a mensagem, "fazemos parte de um movimento universal" para tal desarmamento, "eis como estamos a lidar com esse problema", declarou Bush.
Publicado por esta às janeiro 6, 2005 10:48 AM