« Euro segue estável face ao dólar | Entrada | Bruxelles se frotte les mains pour demain »
dezembro 03, 2004
UE Reforça Componente Militar com Missão na Bósnia
Fonte: Público
"É um cidadão tranquilo, essa criatura dia 5 de M 50 aio de 1989 sentada à su"
A ambição da União Europeia (UE) em desenvolver o seu "músculo" militar e assim reforçar o seu peso diplomático na cena internacional foi ontem concretizada em Sarajevo, quando 7.000 soldados iniciaram a missão de manutenção da paz, em substituição das forças da NATO.
Esta iniciativa assinala a mais importante e complexa operação da UE desde a formação da componente militar da União no ano passado, então assinalada pelo envio de pequenos contingentes de manutenção da paz para Congo e Macedónia. Agora, os objectivos militares da União conhecem um novo desenvolvimento, pela imposição de uma imagem de potência económica, acompanhada do respectivo peso militar.
No entanto, e apesar dos planos para a formação de "grupos de combate" já em 2007 e do provável alargamento da sua missão nos Balcãs à província do Kosovo, a UE deverá continuar a limitar-se em assegurar operações de manutenção da paz e de tipo humanitário, excluindo para já o recurso à força, que permanecerá um atributo da NATO.
No decurso da cerimónia solene que ontem decorreu em Sarajevo, a transmissão de poderes foi assinalada pela chegada da bandeira da União Europeia, as 12 estrelas sobre fundo azul, transportadas por um grupo de militares da Eufor. No entanto, o secretário-geral da Aliança, Jaap de Hoop Scheffer, fez questão de sublinhar que o envolvimento da NATO na Bósnia vai continuar, antes de considerar que a cerimónia constitui uma "prova do desenvolvimento da cooperação entre a NATO e a União Europeia".
Em resposta, o Alto Representante para a política externa da UE, Javier Solana, louvou o "sucesso" obtido pela NATO, que iniciou a sua missão no terreno em Janeiro de 1996 na sequência da assinatura do acordo de paz de Dayton, assinado em Novembro do no anterior, e garantiu que a União vai cumprir a sua missão "com o mesmo espírito e a mesma eficácia que o seu predecessor".
No entanto, a missão europeia vai herdar uma árdua tarefa que a NATO não consegui concretizar: a detenção dos fugitivos mais procurados pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ), com destaque para os ex-líderes político e militar dos sérvios bósnios, Radovan Karadzic e Ratko Mladic. P.C.R.
Publicado por esta às dezembro 3, 2004 01:44 PM