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dezembro 06, 2004

Orçamento da UE Poder Ser Aprovado em 2005

Fonte: Público

A Comissão Europeia está preparada para fazer concessões a diversos Estados-membros que pretendem evitar o aumento das suas contribuições, com o objectivo de assegurar um rápido acordo sobre o contestado orçamento a longo prazo da União Europeia (UE), referiram responsáveis oficiais da UE citados pela Reuters.
A Comissão parece contar com o alargamento da frente dos países contribuidores líquidos e na habilidade política do primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, para garantir, a partir de Junho de 2005, na fase final da presidência semestral luxemburguesa, um acordo sobre o orçamento da UE para os anos 2007-2013.
À semelhança do chefe do Governo do Luxemburgo, que assume a presidência da UE em 1 de Janeiro próximo, o executivo europeu - confrontado com um calendário desfavorável assinalado pelos referendos sobre a Constituição Europeia e eleições gerais em numerosos países - defende a necessidade de acelerar o processo para evitar um arrastamento do debate. "Existe uma janela de oportunidade em meados de 2005", disse um responsável europeu próximo do "dossier". "Jean-Claude Juncker pretende um acordo em Junho. Está a trabalhar sobre a hipótese de eleições legislativas no Reino Unido em Maio", precisou outra fonte comunitária, citada pela AFP.
Atendendo à recusa dos britânicos em ceder, a presidência de Londres no segundo semestre de 2005 é considerada como perdida. E um adiamento da decisão para 2006 colocaria em perigo a execução de um orçamento comunitário a partir de 2007, segundo argumenta Bruxelas.
O bloco dos seis mais importantes contribuidores líquidos (Áustria, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda e Suécia) tem solicitado que a despesa se mantenha nos actuais um por cento do Produto Interno Bruto (PIB), e referem que as contribuições não devem aumentar num momento em que muitos Estados tentam combater os seus próprios défices orçamentais. A Comissão parece por sua vez empenhada em garantir um acordo que coloraria o nível das contribuições em 1,07 por cento do PIB dos Estados-membros.

Publicado por esta às dezembro 6, 2004 08:55 AM