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dezembro 15, 2004
Durão define projecto e critica antecessores
[Fonte: Jornal de notícias]
União Presidente da Comissão Europeia elege economia e segurança como prioridades Reclamada articulação com o Conselho e o Parlamento
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apresentou, ontem, aos eurodeputados as prioridades para os cinco anos de mandato, que incluem iniciativas contra o terrorismo, e aproveitou para criticar os executivos anteriores pela ausência de parceria com o Parlamento e o Conselho.
"As comissões precedentes apresentaram as suas visões que nem sempre representavam a expressão de uma verdadeira parceira" com aquelas duas instituições europeias, afirmou, no hemiciclo de Estrasburgo, em França. "O resultado prático foi que nós estávamos a conduzir a Europa sem uma rota suficientemente clara", criticou Durão.
Outra consequência, explicou o líder da Comissão, é que "a trajectória europeia foi, por vezes, desviada por acontecimentos internacionais exógenos" e as prioridades "alteraram-se demasiado", de acordo com os calendários políticos dos diferentes presidentes. Hoje, exortou, "temos o dever de fazer o nosso melhor para fixar as prioridades a longo termo para o conjunto da União", razão pela qual aposta numa "coordenação" que envolva as três instituições.
No que toca às prioridades, Barroso elegeu a economia, a segurança dos cidadãos e o papel da União no Mundo. Quanto à primeira, o objectivo é uma economia "forte, estável e dinâmica" para criar mais oportunidades e emprego. Isto com base na Estratégia de Lisboa, que visa tornar a Europa a economia mais competitiva do Mundo em 2010.
"A única maneira de responder às preocupações dos cidadãos, como os sistemas de pensões e de saúde, é gerar os recursos necessários para esse fim e, consequentemente, assegurar o crescimento económico", justificou.
Mais meios precisam-se
Durão lançou ainda guerra ao terrorismo, de forma a garantir a segurança dos cidadãos, prometendo iniciativas da Comissão nesse sentido. Que exigem, porém, mais recursos financeiros ao nível nacional e europeu e um melhor funcionamento do mercado interno.
Por fim, clamou pela aplicação dos valores da democracia, liberdade e respeito pelos direitos humanos, cabendo a Bruxelas a "responsabilidade de os promover no Mundo", preparando-se, ao mesmo tempo, para receber novos membros.
Publicado por esta às dezembro 15, 2004 12:23 PM