« Portugal perde soberania sobre mar | Entrada | Iraque: um morto e cinco feridos em Fallujah »

novembro 07, 2004

Portugal vai reforçar presença no Afeganistão

Portugal vai reforçar presença no Afeganistão

No segundo semestre de 2005 com o envio de 130 efectivos

Portugal vai reforçar a sua presença militar no Afeganistão no segundo semestre de 2005 com o envio de 130 efectivos, anunciou hoje o ministro de Estado e da Defesa Nacional, Paulo Portas.

A companhia de 130 militares vai proceder à vigilância do aeroporto de Cabul, onde Portugal já mantém uma presença desde Maio, segundo explicou Paulo Portas ao intervir na Assembleia da República, no âmbito das reuniões das comissões parlamentes sobre o Orçamento de Estado para 2005.

Portugal mantém actualmente no Afeganistão uma equipa de bombeiros da Força Aérea (um sargento e quatro praças), uma equipa de controladores da Força Aérea (três sargentos), um avião C-130 com tripulação e pessoal de apoio (num total de 23 militares) e um oficial superior do Exército.

O aeroporto da capital afegã será dirigido de forma rotativa por Portugal, Turquia, Grécia, Roménia, Bulgária e República Checa.

O reforço da participação portuguesa no Afeganistão foi aprovado na reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional realizada a 21 de Outubro, de acordo com as prioridades estabelecidas pelo Governo em matéria de destacamento de forças.

O comunicado divulgado após a reunião sublinhava a aprovação da "prioridade de empenhamentos no âmbito da NATO, da União Europeia e de missões de paz das Nações Unidas".

No orçamento de Estado para 2005, a rubrica das "missões humanitárias e de paz" regista o maior aumento percentual na área da Defesa (150 por cento), passando de 24 milhões de euros (estimativa de 2004) para 60 milhões de euros.

Nas declarações proferidas hoje na comissão parlamentar de Defesa, Paulo Portas justificou o reforço da presença portuguesa no Afeganistão com a necessidade de continuar a luta contra o terrorismo.

"No Afeganistão, joga-se muito da luta pela democracia e pelo Estado de Direito contra o terrorismo", justificou.

Em relação a missões externas, que no total custarão cerca de 60 milhões de euros em 2005, o ministro de Estado e da Defesa Nacional referiu que Portugal terá "uma companhia reforçada na Bósnia (cerca de 240 elementos), no âmbito da União Europeia.

Paulo Portas adiantou ainda que Portugal participará na missão da NATO no Kosovo com 300 elementos.

Sobre o Iraque, o ministro de Estado e da Defesa Nacional indicou que se manterá inalterado o compromisso assumido por Portugal até à realização de eleições naquele país, onde se encontra um batalhão da GNR (força dependente do Ministério da Administração Interna).

Em Bruxelas, onde participou na cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, o primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, referiu que a GNR deverá continuar no Iraque caso se mantenham as condições de realização de eleições em Janeiro de 2005, e o envolvimento das Nações Unidas e dos países aliados no processo.

"Se as eleições se realizarem em Janeiro, Portugal admite continuar", afirmou Pedro Santana Lopes.

A decisão definitiva sobre a presença portuguesa no Iraque será tomada "nos próximos dias", segundo Santana Lopes, mas já foi tratada "internamente" com o Presidente da República, Jorge Sampaio, faltando ultimar pormenores com o ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, e os responsáveis das forças de segurança.

Actualmente, Portugal tem no Iraque cerca de 110 efectivos da GNR, que terminam o mandato a 12 de Novembro.




Publicado por esta às novembro 7, 2004 04:54 PM