« La Unión Europea propone una política común para integrar a los emigrantes | Entrada | Comissão Europeia presidida por Durão inicia mandato 2ª-feira »

novembro 22, 2004

PORTUGAL INTEGRA AGRUPAMENTO DE COMBATE

fonteOs ministros da Defesa de Portugal, Espanha, Itália e Grécia assinaram esta segunda-feira, em Bruxelas, uma 'carta de intenções' para a formação de um dos 13 'agrupamentos de combate' com os quais a União Europeia vai materializar uma capacidade própria de projecção militar no Mundo.
arquivo cm

Portugal vai participar com um contingente de fuzileiros, cuja dimensão ainda não está apurada
O ministro holandês da Defesa, Henk Kamp, em representação da actual presidência holandesa da União Europeia, anunciou hoje a decisão de criar 13 "agrupamentos de combate" (grupos tácticos) para dar à comunidade europeia uma capacidade de intervenção rápida em pontos de crise em qualquer lugar no Mundo. Todos os 25 Estados membros decidiram participar em pelo menos um agrupamento.

A ideia é que cada um desses agrupamentos, compostos por cerca de 1.500 homens cada, possa ser projectado para qualquer destino com um pré-aviso de até 15 dias, o que obriga a que cada conjunto mantenha um muito elevado estado de prontidão constante.

A presidência holandesa espera que o primeiro grupo táctico esteja operacional já em 2005, seguindo-se os restantes. O responsável pelas políticas externa e de segurança comum, Javier Solana, declarou hoje que a União Europeia está a progredir na sua capacidade militar e citou os comandos de operações já assumidos na Bósnia, na Macedónia e na Geórgia.

A este propósito, os ministros da Defesa dos países membros da UE aprovaram também hoje o orçamento e programa da Agência Europeia de Defesa para 2005. Paulo Portas garantiu terem ficado consagradas no programa áreas de interesse para Portugal, nomeadamente no campo da construção naval.

Recorde-se que esta agência está operacional desde Julho e que um dos oito cargos directivos é ocupado por uma portuguesa, Octávia Portugal Frota, directora-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento.

OBJECTIVO ÁFRICA

Portugal aliou-se à Espanha, Itália e Grécia para formar um desses agrupamentos de combate e manifestou a intenção de vir a participar num segundo de natureza terrestre.

O agrupamento no qual Portugal vai participar tem uma natureza essencialmente anfíbia e destina-se, sobretudo, a intervir em África. O ministro Paulo Portas salientou a coincidência dos interesses portugueses com os europeus, salientando a particular relação de Portugal com os Países Oficiais de Língua Portuguesa (PALOP). Ainda hoje, por exemplo, decorreu em Luanda um Encontro de Medicina Militar, que serviu para as autoridades locais pedirem maior cooperação nesta matéria no seio da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Recorde-se que a CPLP realizou recentemente um exercício militar conjunto.

A participação portuguesa no agrupamento de combate com o qual hoje se comprometeu vai ser feita com fuzileiros. De manhã chegou a correr a notícia de que Portugal iria disponibilizar 300 fuzileiros para o efeito, mas à tarde Paulo Portas garantiu que a decisão não estava tomada, referindo apenas que essa participação será acima de uma centena e abaixo de duas centenas de fuzileiros

Publicado por esta às novembro 22, 2004 06:26 PM