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novembro 22, 2004

O dia D de Durão

Fonte: Primeiro de Janeiro

A nova Comissão Europeia chefiada por José Manuel Durão Barroso entra hoje em funções, com 24 comissários, para um mandato de cinco anos, durante os quais a realização de reformas económicas nos Estados-membros da União será o objectivo principal.

Durão Barroso vai liderar 24 comissários, um por cada Estado-membro, que se vão instalar no renovado e ultramoderno Berlaymont, em Bruxelas, edifício histórico sede da Comissão Europeia, que durante 14 anos esteve desactivado com a realização de obras para retirar amianto e outros materiais tóxicos.
Da agenda de Durão Barroso para esta semana faz parte, hoje, um encontro com o chefe da diplomacia da Alemanha, Joschka Fischer, amanhã um encontro com o presidente da República Eslovaca, Ivan Gasparovic, quarta-feira a primeira reunião do colégio de comissários europeus, na quinta um encontro com o Rei Abdullah II Bin Al Hussein da Jordânia e participação na Cimeira entre a União Europeia e a Rússia (Haia). O executivo comunitário do ex-primeiro-ministro português substitui com um atraso de três semanas a equipa do italiano Romano Prodi, depois de um braço-de-ferro inédito com o Parlamento Europeu.
Durão Barroso foi obrigado a proceder a uma pequena remodelação da sua equipa inicial depois da Assembleia de Estrasburgo ter ameaçado, em Outubro, chumbar a lista inicial de comissários europeus. Os eurodeputados deram um apoio expressivo apenas quinta-feira à nova Comissão Barroso com 449 votos a favor, 149 contra e 82 abstenções. Para alguns, entre os quais Durão Barroso, a Comissão Europeia sai reforçada deste episódio mas há quem não pense que o significado é precisamente o contrário.
José Manuel Durão Barroso deu como grande prioridade à sua equipa o relançamento económico da Europa (estratégia de Lisboa) e a redução do atraso da competitividade do velho continente em relação aos seus concorrentes mais próximos, principalmente os Estados Unidos da América.
A Comissão Europeia vai também estar na primeira linha para acompanhar o processo de ratificação da Constituição Europeia e da preparação, eventualmente, de um plano para o caso desta ser chumbada em um qualquer Estado-membro. O executivo comunitário irá ainda conduzir negociações muito complexas e sensíveis de adesão da Turquia no caso, como tudo indica, dos chefes de Estado e de Governo chegarem a acordo em Dezembro para iniciar as conversações com esse país.

Publicado por esta às novembro 22, 2004 12:47 PM