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novembro 11, 2004

Fundos europeus não alimentaram contas de Arafat

Fundos europeus não alimentaram contas de Arafat


Comissão Europeia garante não ter dado ajudas à Autoridade Palestiniana entre 1995 e 2000

A Comissão Europeia excluiu hoje a hipótese de fundos comunitários terem "alimentado" fundos pessoais ocultos do presidente palestiniano, Yasser Arafat, avaliados pelo Fundo Monetário Internacional em 900 milhões de dólares desviados entre 1995 e 2000.

"Temos alguma coisa a ver com esta soma? Não", disse Emma Udwin, porta-voz do comissário europeu das Relações Externas, Chris Patten.

A União Europeia - o principal doador internacional dos palestinianos -, não forneceu qualquer ajuda financeira directa à Autoridade Palestiniana entre 1995 e 2000, o período apontado no relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), precisou Emma Udwin.

Segundo este relatório publicado em 2003, foram desviados 900 milhões de dólares (cerca de 698,5 milhões de euros) entre 1995 e 2000 do principal orçamento da Autoridade Palestiniana para uma conta bancária especial controlada por Yasser Arafat.

Durante este período, a "União Europeia não forneceu qualquer ajuda orçamental directa de tipo algum à Autoridade Palestiniana", explicou a porta-voz europeia.

Segundo Udwin, esse dinheiro, proveniente de empresas estatais e monopólios que, na altura, não estavam sob o controlo do ministro das Finanças palestiniano, Salam Fayyad, data do período entre 1995 e 2000, quando a UE não proporcionava qualquer tipo de assistência à Autoridade Palestiniana.

A porta-voz recordou também que, posteriormente, a União condicionou a sua ajuda à Autoridade Palestiniana à transparência na utilização dos fundos.

"Graças à nossa acção as empresas e monopólios em questão fazem hoje parte do chamado Fundo de Investimento Palestiniano sujeito a uma auditoria da Standard and Poor+s", assinalou Udwin.

Explicou em seguida que, no orçamento da Autoridade Palestiniana, há uma parcela tradicionalmente atribuída à presidência, que foi também drasticamente reduzida nos últimos anos em consequência da colaboração com a UE.

"Essa é a única relação entre a UE e os fundos da presidência palestiniana", frisou.

Segundo especialistas israelitas, durante anos grandes quantidades de dinheiro provenientes de donativos aos palestinianos ou de empresas e impostos foram parar a contas pessoais em nome de Arafat.

A presumível fortuna de Yasser Arafat tornou-se notícia nos últimos dias, a coincidir com a hospitalização do líder palestiniano em Paris.




Publicado por esta às novembro 11, 2004 12:18 PM