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novembro 17, 2004

Eurodeputados do PS Querem "Normalizar Relações" com Durão

Fonte: Público


Os doze deputados socialistas no Parlamento Europeu (PE) preparam-se para inverter amanhã a sua posição sobre a Comissão Europeia de Durão Barroso dispondo-se a votar a sua investidura nomeadamente para "normalizar as relações" com o seu presidente.

Já os dois deputados do PCP, Ilda Figueiredo e Sérgio Ribeiro, e o eleito pelo Bloco de Esquerda, Miguel Portas, manterão o voto negativo que tinham anunciado a 27 de Outubro, antes de Durão Barroso ter decidido retirar a esquipa para evitar uma derrota estrondosa no PE.

Segundo Ilda Figueiredo, a presença do comissário italiano Rocco Buttiglione na primeira proposta de Comissão "era importante", mas não era o único objecto de reserva dos comunistas, que criticam ainda a posição de Durão Barroso sobre a guerra do Iraque e a manutenção do que consideram as "politicas monetaristas" da sua equipa acompanhadas do desinteresse "pelos 20 milhões de desempregados e pelas 70 milhões de pessoas em risco de pobreza".

Miguel Portas justificou igualmente a sua oposição pelo que encara como o agravamento da componente "de direita" nas políticas concretas em conjunto com a manutenção da comissária holandesa Neelie Kroes no pelouro da livre concorrência (ver texto pág. 20).

Em contrapartida, António Costa, lider dos doze eurodeputados socialistas portugueses, justificou a mudança de atitude pelo facto de Durão Barroso ter alterado a sua composição para uma versão "claramente melhorada". A remodelação operada "corresponde às expectativas do PE» explicou, os três novos comissários foram objecto de uma «apreciação positiva" e o grupo socialista "deve agir em conformidade, o que é correcto do ponto de vista parlamentar".

Esta viragem é igualmente justificada pela vontade de normalizar as relações com a nova Comissão. "Durão Barrosojá não é primeiro ministro de Portugal, nem nós oposição ao seu governo. Será o presidente da Comissão e nós temos de ter uma relação normal com ele nos próximos dois anos e depois de 2006 com o novo governo socialista", disse António Costa.

Publicado por esta às novembro 17, 2004 08:52 AM