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novembro 04, 2004

Carta à ONU a pedir ajuda democrática

[Fonte: Jornal de Notícias]

Guiné-bissau Organizações querem que Kofi Annan trave clima de instabilidade social
Centenas de jovens, vestindo camisolas brancas, juntaram-se ontem aos líderes de duas dezenas de organizações não governamentais (ONG) da Guiné-Bissau que entregaram uma carta em que pedem, ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apoio para criar reformas das Forças Armadas daquele país. Objectivo: acabar com a escalada de violência e os constantes golpes militares.

Nessa "Carta Aberta", entregue no Gabinete de Apoio das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNOGBIS), os jovens e membros de duas dezenas de organizações não governamentais dizem que esse apoio deve durar até que sejam criadas, "de facto", umas Forças Armadas "republicanas".

A carta foi entregue pelo presidente do Conselho Nacional Islâmico (CNI) guineense, Aladje Abdu Baió, à adjunta do representante da ONU, em Bissau, Mariama Bayard, já que João Bernardo Honwana se deslocou a Nova Iorque para participar na reunião do Conselho de Segurança sobre a Guiné-Bissau.

Os subscritores solicitam, ainda, a Annan, que a ONU apoie o processo eleitoral das presidenciais de 2005, ainda sem data marcada.

Na "Carta Aberta", de três páginas, os subscritores apresentam, também, seis razões para explicar a "profunda preocupação" das organizações da sociedade civil guineense em relação às sucessivas crises político-militares que assolam ciclicamente a Guiné-Bissau.

Nesse sentido, pedem a Annan para ter em conta as constantes perturbações à ordem democrática e a escalada de violência, sobretudo nas Forças Armadas. Alertam, também, para o elevado número de soldados e oficiais, "acima das reais necessidades de um país em reconstrução", e para a inexistência de critérios para o recrutamento dos jovens.


Publicado por esta às novembro 4, 2004 02:12 PM