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outubro 27, 2004

Voto final aos comissários

Fonte Primeiro de Janeiro

A votação final do colégio de Durão Barroso realiza-se hoje. Ontem, o presidente indigitado da Comissão Europeia reiterou que não mudará os comissários sustentando que a sua equipa tem muitos trunfos. No cenário de rejeição, Barroso alertou para risco de crise na Europa.


O presidente designado da Comissão Europeia, Durão Barroso, endureceu a posição e reafirmou ontem, no Parlamento Europeu, que mantém a sua equipa de 24 comissários tal como está, anunciando, entretanto, novas medidas antidiscriminação para obter o apoio dos parlamentares.
Durão Barroso jogou ontem, em Estrasburgo, os últimos trunfos para convencer os eurodeputados a aprovarem a sua equipa de 24 comissários, cuja votação final, decorre hoje.
“A minha equipa pode não ser considerada perfeita por todos, mas é, no seu conjunto, muito forte e equilibrada, reconhecida por muitos, e estou convencido que podemos fazer o nosso trabalho ao serviço da Europa”, alegou. E acrescentou: “Esta Comissão é uma equipa com muitos trunfos. Algumas dúvidas foram expressas sobre algumas pastas (...) e não hesitarei em pedir a resignação de qualquer membro que manifestamente não cumpra o seu trabalho ou falhe as regras impostas pelo Tratado”.
Referindo-se ao caso do italiano Buttiglione, indicado para a pasta da Justiça e Assuntos Internos e cujas afirmações sobre a homossexualidade e o papel da mulher causaram polémica, Barroso disse que “nunca aceitaria ninguém na equipa que defendesse posições incompatíveis com a Carta dos Direitos Fundamentais”.
Apesar das garantias, Barroso mantém a intenção de criar um grupo de comissários responsável pelos direitos fundamentais, antidiscriminação e igualdade de oportunidades e anunciou novas medidas como a criação de uma Agência Europeia dos Direitos Fundamentais.
Além disso, propôs uma directiva quadro que cubra todas as formas de discriminação e o lançamento de um programa de acção para lutar contra discriminações específicas, como o antisemitismo, racismo e xenofobia.

Rejeição e crise...
Entretanto, Barroso não deixou de alertar para os riscos de uma crise na Europa se a sua equipa de 24 comissários for rejeitada pelo Parlamento Europeu. “Se esta Comissão não tiver o vosso apoio, será um mau momento para toda a Europa e não poderemos continuar aquilo que devemos: a estratégia de Lisboa, a coesão, o alargamento, ser superiores aos Estados Unidos. É mau para a Europa”, afirmou no hemiciclo europeu. Por isso, solicitou o apoio dos eurodeputados.

Publicado por esta às outubro 27, 2004 10:07 AM