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outubro 11, 2004

Venda de armas: UE levanta embargo à Líbia

[Fonte: Correio da Manhã]

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 25 países membros da União Europeia, reunidos esta segunda-feira no Luxemburgo, concordaram em levantar o embargo de venda de armas à Líbia, mas não fizeram o mesmo em relação à China e impuseram uma proibição de emissão de vistos de viagem para os membros da junta militar no poder em Myanmar (ex-Birmânia). A decisão a respeito do regime líbio de Muammar Kadhafi era esperada, sobretudo desde que este assumiu a culpa por actividades terroristas no passado e indemnizou familiares das vítimas de um atentado em Berlim e do derrube de dois aviões comerciais na década de 80. E o levantamento deste embargo, em vigor desde 1986, foi fortemente promovido pelo governo italiano, que tem estado em negociações com Tripoli para a instalação de campos para migrantes ilegais na Líbia, por forma a diminuir este problema nas zonas costeiras da Europa. É claro que esta iniciativa incluirá a venda de armas pela Itália á Líbia. O acordo em torno do levantamento do embargo à venda de armas à Líbia foi alcançado mesmo tendo sido levantada a questão das cinco enfermeiras búlgaras e do médico palestiniano condenados à morte na Líbia sob acusação de terem infectado centenas de crianças com o vírus da Sida. Este desfecho comprovou as fortes divisões comunitárias a respeito destas matérias. É que, se a Líbia foi 'amnistiada', o mesmo não aconteceu em relação à China, sobre a qual a UE vai manter o embargo à venda de armas imposto após o massacre de Tiananmen (1989). Em relação a Myanmar, os ministros comunitários decidiram impor uam sanção, a proibição da emissão de vistos em países comunitários aos membros da junta militar no poder em Yangon. As sanções a aplicar a este país foram definidas no mês passado, bastando para tal que seja declarado que a situação não melhorou no terreno. Isso mesmo foi declarado pela presidência holandesa da comunidade europeia.

Publicado por jpdias às outubro 11, 2004 06:00 PM