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outubro 29, 2004
Embaixadores da UE recusam cimeira de emergência
Embaixadores da UE recusam cimeira de emergência
Em causa a crise aberta com a retirada da proposta de comissários
Os embaixadores dos 25 membros da União Europeia (UE) recusaram hoje uma proposta da presidência holandesa para uma cimeira europeia de emergência sobre a crise da Comissão de Durão Barroso, quinta-feira em Roma, informaram fontes europeias.
José Manuel Durão Barroso foi esta quarta-feira obrigado a retirar de votação a sua equipa de 24 comissários, ameaçada de «chumbo» pelo Parlamento Europeu, na sequência da polémica em torno do italiano Rocco Buttiglione, e a pedir um adiamento da votação para apresentar uma nova equipa.
Para o presidente do Grupo Popular Europeu, Hans-Gert Poettering, não pode atribuir-se exclusivamente ao caso Buttiglione a decisão de Durão Barroso.
«Não se pode particularizar uma única pessoa, porque (a decisão) afecta todos os comissários designados que não ultrapassaram satisfatoriamente as audições» nas diferentes comissões parlamentares, disse Poettering à imprensa.
O líder dos populares citou como outros exemplos os comissários nomeados para a Energia, Lazlo Kovacs, para a Concorrência, Neelie Kroes, e para a Fiscalidade, Ingrida Udre.
Antes da suspensão da sessão parlamentar desta manhã, o ministro dos Assuntos Europeus holandês, Atzo Nicolai, informou que a actual comissão europeia, presidida por Romano Prodi e cujo mandato termina a 31 de Outubro, vai manter-se em funções até que Durão Barroso obtenha o apoio dos eurodeputados.
«A consequência é que a comissão Prodi continuará em funções o tempo que for necessário», disse o responsável holandês, em resposta a uma pergunta do presidente do PE, Josep Borrell.
Publicado por esta às outubro 29, 2004 10:00 AM