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outubro 29, 2004

UE: governo espanhol mantém apoio a Barrroso

UE: governo espanhol mantém apoio a Barrroso

E consideram que como seria o presidente de uma Comissão Europeia «estável e forte»

O governo espanhol continua a apoiar Durão Barroso como presidente de uma Comissão Europeia "estável e forte", considerando que o debate entre a Comissão e o Parlamento Europeu demonstram o vigor democrático das instituições da União Europeia.

"O governo deseja uma comissão estável e forte debaixo da presidência de José Manuel Durão Barroso", afirmaram fontes do executivo espanhol.

Para o governo espanhol, segundo as mesmas fontes, a Comissão e o Parlamento europeus cumpriram a sua missão e há debate político, o que prova o vigor democrático das instituições e que estas funcionam.

O ex-primeiro-ministro português pediu hoje ao Parlamento de Estrasburgo o adiamento da votação da sua equipa de comissários para fazer alterações, devido à falta de apoios por causa da polémica criada pelas declarações do candidato a comissário da Justiça, o italiano Rocco Buttiglione, sobre a homossexualidade e o papel da mulher.

A posição do governo espanhol foi acompanha pela do executivo dinamarquês, que também manifestou hoje o seu apoio a Durão Barroso.

"Desde o princípio, que tive plena confiança na sua (de Durão Barroso) capacidade de negociar e liderar o trabalho da comissão e ainda a tenho", afirmou o primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen.

O chefe de governo dinamarquês reconheceu que a situação não é usual e que se pode falar de crise institucional, mas insistiu que é uma questão política, "uma prova entre o Parlamento e uma Comissão nova".

O presidente do Grupo Socialista Europeu, Martin Schulz, pediu, por seu lado, aos governos da União Europeia para ajudarem José Manuel Durão Barroso a encontrar substitutos para alguns comissários designados, com o objectivo de obter o apoio maioritário do Parlamento.

"Uma comissão com Rocco Buttiglione é inaceitável", disse, acrescentando que há mais casos problemáticos como os dos comissários propostos para a Energia, Concorrência, Agricultura e Fiscalidade.

Segundo Schulz, José Manuel Durão Barroso "não saiu debilitado", antes pelo contrário "avançou com muita astúcia e fortaleceu a sua posição de partida".

Já o vice-presidente do Grupo dos Verdes, Daniel Cohn-Bendit, especificou que há seis comissários designados que devem ser substituídos.

Estes seis comissários são Rocco Buttiglione (Justiça, Liberdade e Segurança), Laszlo Kovacs (Energia), Neelie Kroes (Concorrência), Mariaan Fischer Boel (Agricultura), Ingrida Udre (Fiscalidade) e Stavros Dimas (Meio Ambiente).




Publicado por esta às outubro 29, 2004 10:21 AM