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outubro 26, 2004
Previsões UE: Crescimento português para 2004 revisto em alta
Lisboa, 26 Out (Lusa) - A Comissão Europeia reviu hoje em alta a previsão de crescimento da economia portuguesa para este ano, para 1,3 por cento, e manteve a expectativa de crescimento de 2,2 por cento em 2005.
Nas Previsões do Outono, hoje divulgadas, Bruxelas estima que a economia portuguesa cresça este ano mais 0,5 pontos do que nas Previsões da Primavera, apresentadas em Abril.
O valor revisto é, também, superior em 0,3 pontos percentuais ao estimado pelo Governo no Orçamento do Estado (OE) para 2005, apresentado este mês e contraste com a queda de 1,2 por cento registada na economia portuguesa em 2003.
A revisão em alta do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português ficou a dever-se ao incremento das previsões do consumo privado e público e do investimento, depois da revisão em baixa da contribuição das exportações líquidas (exportações menos importações).
A procura externa, considerada como essencial para um modelo virtuoso de crescimento, terá agora um contributo negativo de 0,6 por cento, quando anteriormente se esperava um impacto positivo de 0,2 por cento.
Para 2005, existe também uma revisão em baixa das exportações líquidas, mas desta vez já para um valor positivo de 0,1 por cento.
No próximo ano, segundo a Comissão, Portugal recomeçará a convergir para a média europeia, ao contrário do que se antecipava em Abril.
Nessa altura acreditava-se que Portugal iria divergir dos seus parceiros da Zona Euro em 2004 e 2005.
Para 2006, Bruxelas agora prevê que Portugal cresça 2,4 por cento, um valor novo, que antes não constava da lista de previsões da Comissão Europeia.
As novas previsões de Bruxelas para 2004 ficam em linha com o ponto médio do intervalo do Banco de Portugal, que aponta para um crescimento entre 0,75 e 1,75 por cento, e em linha com as previsões do Fundo Monetário Internacional (1,3 por cento).
As expectativas da Comissão são mais optimistas do que as da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), cujos valores de Setembro apontam para uma expansão de 0,8 por cento.
A perspectiva do governo de Pedro Santana Lopes que consta das Grandes Opções do Plano entregues em Setembro, é mais pessimista que a de Bruxelas, pois prevê um crescimento de 1,0 por cento este ano.
Cenário Macroeconómico
..........................2003......2004....2005...2006
PIB.....................(-1,2).......1,3.....2,2....2,4
Consumo Privado.........(-0,5).......2,1.....1,8....2,0
Consumo Público.........(-0,4).......0,6.....0,5....0,4
FBCF....................(-9,8).......2,4.....3,3....4,8
Exportações...............4,0........7,9.....7,0....7,0
Importações.............(-0,9).......7,8.....5,5....6,1
Taxa de inflação (IHPC)...3,3........2,4.....2,4....2,3
Taxa de emprego.........(-0,4).......0,4.....1,0....1,2
Taxa de desemprego........6,3........6,3.....6,2....6,1
Défice público em % PIB.(-2,8).....(-2,9)..(-3,7)..(-3,8)
Dívida pública em % PIB..60,3.......60,8....62,0....62,9
IRE.
Publicado por esta às outubro 26, 2004 06:22 PM