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outubro 26, 2004
Equipa pode ser chumbada
[Fonte: Primeiro de Janeiro]
O novo presidente da Comissão Europeia está confiante que a sua equipa passará. Mas apesar das reuniões com os vários partidos do Parlamento Europeu, para tentar convencê-los a dar luz verde à sua comissão, Durão Barroso ainda pode ver rejeitado algum dos nomes indicados. Durão Barroso disse ontem em Bruxelas que tomará em consideração as preocupações do Parlamento Europeu (PE), para assegurar que a sua equipa de 24 comissários seja aprovada amanhã. As esperanças de Durão são depositadas no diálogo, através do qual espera seja “evitado qualquer vazio de poder”, asseverou 48 horas antes de um voto decisivo da Assembleia de Estrasburgo, sobre a sua equipa. As declarações de Durão foram feitas depois da última reunião de coordenação para a passagem de poder que teve com o ainda presidente da Comissão Europeia (CE), Romano Prodi. O presidente indigitado da CE tem estado em contacto com os líderes do PE e hoje realiza as últimas reuniões em Estrasburgo, para tentar convencer o maior número de eurodeputados a dar luz verde à sua comissão. A aprovação da equipa é o último passo para o ex-primeiro-ministro português assumir as funções de presidente da Comissão, a 1 de Novembro. A possibilidade de rejeição da sua equipa não está, no entanto, afastada. Com a sombra das declarações do comissário indicado por Itália, Rocco Buttiglione, acerca da homossexualidade e do papel da mulher, o ex-primeiro-ministro ainda não conseguiu garantir a confiança dos parlamentares no novo executivo de 24 comissários, que será votado no seu conjunto. Se a direita do Partido Popular Europeu (268 eurodeputados) e da União para a Europa das Nações (27) já está convencida, o mesmo não acontece com a esquerda nem com os liberais, cujos votos podem ser determinantes para a aprovação da nova equipa comunitária. Uma vez mais, e depois da aprovação do nome de Durão Barroso em Julho passado, o voto dos 88 eurodeputados liberais é determinante, aos quais se juntam alguns dos “não inscritos”. Os liberais esperam ainda um último gesto por parte de Barroso sobre as responsabilidades de Buttiglione. Para ser aprovada pelo hemiciclo de Estrasburgo, a equipa de Durão precisa de maioria simples, ou seja, metade mais um dos votos expressos. A rejeição da equipa de Durão Barroso abriria uma crise institucional sem precedentes na União, mas fontes diplomáticas consideram que imperará o “sentido da responsabilidade”. Atendendo a esta possibilidade, os serviços jurídicos da CE estão a elaborar um parecer para esclarecer qual o procedimento a tomar, caso a equipa comunitária seja rejeitada.
Publicado por esta às outubro 26, 2004 02:43 PM