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outubro 12, 2004

António Vitorino e Durão Barroso juntos em Conferência da UGT. Apelo à ratificação da COnstituição Europeia

[Fonte: Correio da Manhã]

A não ratificação do Tratado Constitucional fará mergulhar a União Europeia numa crise que impedirá progressos noutras áreas. O alerta foi lançado pelo presidente designado da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, e pelo actual comissário europeu para a Justiça e Assuntos Internos, António Vitorino, durante a conferência ‘O Futuro da Europa – A Constituição Europeia e a Dimensão Social’, promovida pela UGT, ontem, em Lisboa. António Vitorino está a três semanas do fim do seu mandato. Naquela que foi a sua primeira intervenção numa conferência desde que foi nomeado para a liderança da Comissão que toma posse no próximo dia 1, Barroso sublinhou não perceber as críticas que alguns países fazem à Constituição Europeia, a não ser à luz de “cálculos internos” e sustentou que a União Europeia precisa do novo tratado ratificado, mas considerou que esse “é um desafio que não pode ser ganho a partir de Bruxelas”. Também António Vitorino advertiu que o risco de uma eventual rejeição do tratado “projectará a União Europeia numa crise profunda” com pesados reflexos nos interesses dos Estados-membros “mais vulneráveis”. Para o comissário português a vitória do “não” nalgum dos referendos já convocados nos vários Estados-membros “seria um retrocesso muito negativo para o projecto europeu”. A três semanas de cessar funções em Bruxelas, Vitorino deixou um apelo claro ao voto no referendo português, previsto para Maio de 2005: “Os que ficarem em casa e se abstiverem estarão a votar contra a Constituição Europeia”. Estas opiniões foram repetidas por outros intervenientes na conferência, como o secretário-geral da UGT, João Proença, e o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Mário David.

Publicado por jpdias às outubro 12, 2004 06:02 PM