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outubro 21, 2004

Alta do Petróleo Corta Crescimento da Zona Euro e Agrava Inflação

Fonte: Público

Alta do Petróleo Corta Crescimento da Zona Euro e Agrava Inflação

O arrastamento dos preços do petróleo a níveis superiores aos 50 dólares por barril vai obrigar, na próxima semana, a Comissão Europeia a rever em baixa as suas previsões de crescimento económico para 2005 na União Europeia (UE). Esta revisão foi ontem anunciada por Joaquin Almunia, comissário europeu responsável pelos assuntos económicos e monetários, embora sem avançar o novo valor das suas previsões económicas semestrais que divulgará apenas no dia 26.

«Os últimos dados sobre a evolução do preço do petróleo e o ambiente que nos rodeia apontam para um crescimento no próximo ano menor do que esperávamos há alguns meses», reconheceu. «Se os preços se mantiverem ao nível a que estão agora, a rondar os 50 dólares por barril, terão uma incidência clara tanto sobre o crescimento económico como sobre o nível dos preços», sublinhou. Segundo as estimativas do comissãrio responsável pelos assuntos económicos, qualquer aumento de 10 dólares por barril de crude amputará 0,2 por cento ao crescimento económico da zona euro, e provocará um aumento da inflação de 0,2 por cento, explicou.

Em Abril, Bruxelas tinha avançado uma previsão de crescimento para a zona euro, este ano, de 1,7 por cento - entretanto revista recentemente para 2 por cento - e de 2,3 por cento em 2005. A preocupação crescente com a alta do petróleo estava em risco de dominar os debates que os ministros das finanças da zona euro iniciaram ontem à noite, no Luxemburgo, no quadro da reunião dos Doze que habitualmente antecede a reunião mensal dos Vinte Cinco.

Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro e ministro das finanças do Luxemburgo, reconheceu à entrada da reunião que o preço do petróelo «começa a tornar-se num verdadeiro travão» do crescimento económico. «Durante quatro meses pensámos que eram movimentos passageiros, mas agora temos de nos resignar a que o passageiro se prolongue», afirmou, defendendo o desenvolvimento de «uma reacção comum» aos países da UE.

Nicolas Sarkozy, ministro francês das finanças, escreveu aos seus parceiros a pedir a adopção «o mais rapidamente possível de um conjunto de medidas eficazes» para enfrentar a alta do petróleo, nomeadamente em termos de poupança de energia.

Apenas Karl-Heinz Grasser, ministro austríaco das Finanças, tratou de minimiazr a crise petrolífera, encarando-a como uma «bolha especulativa». «No fim de contas, todas as bolhas acabam por explodir, e estou certo que a bolha dos peços petrolíferos também explodirá»

Publicado por esta às outubro 21, 2004 11:30 AM